Bola de Natal, faltou o caminhãozinho

O design gráfico vem sendo castigado por uma verdadeira onda de merda como bem definiu o Mario Amaya. O vídeo abaixo define bem essa situação:

O vídeo me lembrou uma das diversas criações que já tive o desprazer de fazer:

Era época de Natal e o cliente havia pedido à agência um anúncio para sua loja de móveis. O briefing informava que a peça deveria ter “elementos natalinos”. Feita a criação retorna o atendimento:

– A peça foi aprovada, o cliente adorou, mas…
– Hum….
– Mas achou que estão faltando algumas bolas de Natal, só essas aqui no topo não estão “chamando a atenção” suficiente.
– Bolas de Natal?
– É… o cliente pediu para colocar muitas bolas de natal no fundo. E aí vai ficar perfeito!

Liguei o fodas e fiz a peça, o resultado ficou…extravagante. No exato instante em que estou terminando de colocar a última “bola de natal” o atendimento retorna:

– Aí, desculpa, esqueci de te falar uma coisinha… sabe o selo de entrega?
– (medo mode=on) Sei…
– A dona disse que não vai usar, ela quer que você coloque o desenho do caminhãozinho que o filhinho dela desenhou… tô aqui o desenho ó…

Não é de admirar que ao assistir o vídeo acima eu tive a mesma impressão do Mario. Seria engraçado se não fosse trágico.

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Um comentário sobre “Casos que eu preferia não contar

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