
Ah, as delícias que dois litros de chopp e a mais bela das companhias nos proporcionam.
Curtindo uma sexta-feira ardente de paixão com minha namorada (tá, ok, era um aniversário da irmã do cunhado da minha namorada mas não vamos deixar o romantismo de lado…) em uma conhecida e nem tão conceituada assim churrascaria de Belo Horizonte, me vi frente a frente com a inevitável vontade de alçar vôo até o banheiro.
Tonto como estava (e não, não estava dirigindo ok? Minha carteira de motorista, ainda bem, está vencida da silva) cheguei ao banheiro em um pé, fiz o que tinha que fazer naquele lugar, dei uma rápida passada pela pia para lavar as minhas quatro mãos e, de repente, quem eu vejo saindo pela porta sem nem sequer olhar para a maldita pia?
Ninguém menos que o artista da noite: O garçon que estava atendendo a nossa mesa, que depois de uma “aliviada” básica achou que não precisava lavar as mãos para voltar a atender aquele bando de bêbados pessoal tão bacana.
Ver aquilo para mim foi como tomar uma injeção de 5 litros de glicose seguida de um banho gelado, na mesma hora me posicionei entre a porta e o meliante e de um modo bebadamente educado, olhei nos olhos do camarada e disse “Por favor, lave as mãos”.
Um pequeno constrangimento com um grande propósito, sem dúvida. Mas fica o alerta a todas as mulheres (embora meu desconfiometro me diga que mulheres também são bem porquinhas no banheiro), a imensa e inacreditável maioria dos homens não lavam as mãos após irem ao banheiro.
Freud explica? O instinto animal de marcar o terreno explica? Não sei… o que sei é que já existem ótimas idéias para fazer nossos campeões acertarem o “alvo” na hora de fazer o número 1, mas ainda estamos carentes de uma solução criativa que convença os homens a lavarem as mãos.
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